Zur Alten Mühle

A velha Taverna.

Madeira por todos os lados! Toda a casa é revestida de madeira, com mesas de mogno maciço, que, segundo eu soube, foram feitas pelo próprio fundador, o imigrante alemão Wilhelm Heying, que era dono de uma loja de móveis em Embu das Artes. As paredes são totalmente cobertas por madeira (minto, há um pedaço, de uns 3m² que é de pedra), que por sua vez são cobertos por quadros placas de madeiras com velhos ditados alemães, bandeirolas de times de futebol (todos alemães) e bolachas, muitas bolachas! As colunas e vigas dão um ar muito artesanal e rústico, rude até, com toda a intenção e propósito que pode caber nessa palavra. Parecem ter sido cortadas a machadadas, como uma velha casa lá dos cantos da Baviera (ou quem sabe da Boêmia, ou Bavária. Combinaria melhor, não?)

Curioso, acabei de reparar nas únicas coisas, poucas, aqui, que não parecem pertencer à Idade Média: duas televisões, das modernas mesmo, um luminoso da Paulaner, e os detectores de fumaça. Aliás, há também um rádio, escondido em algum lugar, assim como os alto-falantes, e que está sintonizado na Alfa FM.

Uma coisa da qual não consigo tirar os olhos são essas bolachas. São centenas! Algumas tão amarelas, tão velhas, que devem ser mais antigas que o próprio bar. E são do mundo todo, ou pelo menos da parte dele que as usa para acomodar seus copos. É tanta bolacha que eles as usam até como calço de mesa, num armário, e numa das televisões. Acima do balcão há outra coleção, a de latas. Novamente, latas de todo tipo, das mais variadas marcas, de vários lugares e muitos anos de história.

Perto da porta de entrada há um relógio, muito antigo, acompanhado de lustres curiosos. E são curiosos porque não são lustres de verdade, só que não lembro o que eles são. Quando voltar lá tiro uma foto e o primeiro que descobrir o que raios é aquilo me avise, ok? Há alguns de outros tipos, parecidos com tochas e outros mais que são velhas lamparinas de ferro, só que com lâmpadas ao invés de fogo😛

Há alguma coisa nas portas e janelas daqui que me chamam muito a atenção. São de madeira escura, maciça como a das mesas e colunas. Num dia frio, desses que o bar fica de portas fechadas, deve ser o mais perto possível de uma velha taverna de verdade. Só faltariam as caneconas de madeira, cerveja quente, e meia dúzia de Vikings. =D

Agora, depois de quatro cigarros e alguns chopes, fecho a primeira visita (oficial) da pesquisa de campo. Depois de amanhã tem a próxima, e no fim de semana mais seis. Se tudo correr como o planejado, ao final desse projeto estarei bebedor, barrigudo, falido e feliz!
=]

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